Sindicato dos Técnicos
Industriais do Estado de São Paulo

Tabata Amaral em defesa do ensino técnico: deputada federal jovem, poderosa e resiliente.
Maria Renilda Amaral Pires, baiana, conheceu Olionaldo Francisco de Pontes, paraibano, quando estava grávida de três meses de Tabata Amaral, que nasceu e cresceu na Vila Missionária, bairro pobre da zona sul de São Paulo, estudou em escola pública e conseguiu bolsa de estudos em colégio particular ao se destacar numa competição de matemática. Com apenas 19 anos, foi aprovada em seis universidades norte-americanas, além da Universidade de São Paulo (USP); optou pela icônica Universidade de Harvard, de Boston, para onde se mudou pouco depois do suicídio do pai em meio a uma crise de dependência química. “Ele morreu com 39 anos para as drogas; e até meus 16 anos, eu não tinha ideia de que aquele cobrador de ônibus não era meu pai biológico. Não cursou o ensino fundamental, mas me ensinou muita coisa”, compartilhou no decorrer da campanha eleitoral à Prefeitura de São Paulo.
De volta ao Brasil, iniciou sua militância pela educação, tanto que, como deputada federal, foi relatora do Projeto de Lei nº 6.494/2019, que deu origem à Lei nº 14.645/2023 – ou, o Marco Legal do Ensino Técnico –, um dos projetos que mais lhe traz orgulho, segundo suas próprias palavras. Ela também aponta três caminhos para escapar da criminalidade e pobreza: educação, esporte e cultura. “Se eu estou aqui é por conta de uma política pública e de uma professora de escola pública”, ressalta.
Tabata Amaral ministrou a palestra magna “Valorização Profissional: Marco Legal do Ensino Técnico” na abertura do evento de “Celebração pelos 45 Anos do Movimento dos Técnicos Industriais”, ocasião em que inspirou jovens e adultos com uma história de coragem, persistência e resiliência, comprovando que é possível, a partir do ensino público, conquistar espaço,reconhecimento e ascensão profissional. “O ensino técnico tem um poder gigantesco de transformação econômica e social; e esse tema jamais pode ser ignorado”, defende.
A Lei nº 14.645/2023, que articula a formação profissional técnica de nível médio com a aprendizagem profissional, determinando a formulação de uma política nacional para o setor, tende a fomentar o ensino técnico e profissionalizante no país, diminuindo o “abismo” existente em comparação com outros países. “O mundo inteiro investe em cursos técnicos. Na Europa, há país em que 90% dos jovens têm formação técnica, enquanto aqui não passa de 11%”, compara a palestrante, defendendo que é preciso romper com a polarização “ensino técnico ou faculdade”. “Eu sei muito bem o que a educação faz na vida de uma pessoa, mas também sei o que faz a ausência de oportunidades; enfim, tudo é conhecimento”, conclui.
Nos agradecimentos finais, Wilson Wanderlei Vieira se comprometeu a enviar à deputada federal um exemplar do livro Jubileu de Ouro – Técnicos Industriais, obra que reedita a história do movimento, desde a sanção da Lei nº 5.524/1968 até a criação do Sistema CFT/CRTs pela Lei nº 13.639/2018.
Legenda da foto: Tabata Amaral: “O ensino técnico tem um poder gigantesco de transformação econômica e social”.
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Tabata Amaral em defesa do ensino técnico: deputada federal jovem, poderosa e resiliente.
Maria Renilda Amaral Pires, baiana, conheceu Olionaldo Francisco de Pontes, paraibano, quando estava grávida de três meses de Tabata Amaral, que nasceu e cresceu na Vila Missionária, bairro pobre da zona sul de São Paulo, estudou em escola pública e conseguiu bolsa de estudos em colégio particular ao se destacar numa competição de matemática. Com apenas 19 anos, foi aprovada em seis universidades norte-americanas, além da Universidade de São Paulo (USP); optou pela icônica Universidade de Harvard, de Boston, para onde se mudou pouco depois do suicídio do pai em meio a uma crise de dependência química. “Ele morreu com 39 anos para as drogas; e até meus 16 anos, eu não tinha ideia de que aquele cobrador de ônibus não era meu pai biológico. Não cursou o ensino fundamental, mas me ensinou muita coisa”, compartilhou no decorrer da campanha eleitoral à Prefeitura de São Paulo.
De volta ao Brasil, iniciou sua militância pela educação, tanto que, como deputada federal, foi relatora do Projeto de Lei nº 6.494/2019, que deu origem à Lei nº 14.645/2023 – ou, o Marco Legal do Ensino Técnico –, um dos projetos que mais lhe traz orgulho, segundo suas próprias palavras. Ela também aponta três caminhos para escapar da criminalidade e pobreza: educação, esporte e cultura. “Se eu estou aqui é por conta de uma política pública e de uma professora de escola pública”, ressalta.
Tabata Amaral ministrou a palestra magna “Valorização Profissional: Marco Legal do Ensino Técnico” na abertura do evento de “Celebração pelos 45 Anos do Movimento dos Técnicos Industriais”, ocasião em que inspirou jovens e adultos com uma história de coragem, persistência e resiliência, comprovando que é possível, a partir do ensino público, conquistar espaço,reconhecimento e ascensão profissional. “O ensino técnico tem um poder gigantesco de transformação econômica e social; e esse tema jamais pode ser ignorado”, defende.
A Lei nº 14.645/2023, que articula a formação profissional técnica de nível médio com a aprendizagem profissional, determinando a formulação de uma política nacional para o setor, tende a fomentar o ensino técnico e profissionalizante no país, diminuindo o “abismo” existente em comparação com outros países. “O mundo inteiro investe em cursos técnicos. Na Europa, há país em que 90% dos jovens têm formação técnica, enquanto aqui não passa de 11%”, compara a palestrante, defendendo que é preciso romper com a polarização “ensino técnico ou faculdade”. “Eu sei muito bem o que a educação faz na vida de uma pessoa, mas também sei o que faz a ausência de oportunidades; enfim, tudo é conhecimento”, conclui.
Nos agradecimentos finais, Wilson Wanderlei Vieira se comprometeu a enviar à deputada federal um exemplar do livro Jubileu de Ouro – Técnicos Industriais, obra que reedita a história do movimento, desde a sanção da Lei nº 5.524/1968 até a criação do Sistema CFT/CRTs pela Lei nº 13.639/2018.
Legenda da foto: Tabata Amaral: “O ensino técnico tem um poder gigantesco de transformação econômica e social”.
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